“SaaS” ou Software como Serviço. Como isso afetará as empresas?

A indústria da tecnologia da informação tem sido a principal força motriz para promover inovação e ruptura com padrões e formas tradicionais de se operar e fazer negócios. Não precisamos ir muito longe, é só olharmos para o espantoso crescimento do comércio on-line no Brasil na última década, em 2001 o volume financeiro movimentado não chegava a R$ 600 milhões, já em 2011 a previsão segundo o e-Bit é de alcançar a impressionante marca de R$ 14,5 bilhões. Quantas empresas novas surgiram a partir do e-commerce e quantas outras desapareceram por não se prepararem para atuar com este canal de vendas.

Caminhando a passos largos também cresce a indústria do serviço. A cada dia surgem novas empresas explorando oportunidades na prestação de serviços em diversos setores da economia. Todos necessitam focar suas energias e o precioso tempo em suas atividades fim. Se analisarmos nossa vida pessoal podemos notar mais facilmente as profundas mudanças envolvendo a prestação de serviços, basta notar como consumimos serviços que até pouco tempo atrás nem mesmo eram ofertados. Quantos ainda lavam seus carros? Quais refeições ainda preparamos em nossas casas, e mesmo assim quantas destas preparadas não foram feitas com produtos pré-preparados? Quantos ainda levam seus filhos para a Escola? Enfim poderíamos enumerar uma infinidade de exemplos para ilustrar nosso desejo em consumir cada vez mais serviços.

Como resposta a esta crescente demanda, a indústria da tecnologia da informação estruturou a oferta de software como um serviço, denominada SaaS, provocando grandes mudanças na relação dos fornecedores com seus clientes. Podemos ressaltar como principal vantagem aos clientes que adquirem software nesta modalidade a centralização de um único fornecedor como ponto focal para a solução.

Para melhor ilustrarmos as diferenças entre os modelos, quando uma empresa adquire um software pelo modelo de licenciamento tradicional ela tem que prever também outros componentes que farão com que a solução funcione adequadamente, como hardware, sistema operacional(Windows, Linux, Linux, etc), banco de dado  e também a infra-estrutura necessária para mantê-lo operante (rede elétrica, rede de dados, e comunicação) . Além destes itens, deve alocar pessoas e mais recursos para a manutenção deste ambiente, o que inclui  funcionários da área de T.I., rotinas de back-up, suporte, planos de contingência e constante monitoração destes elementos para assegurar o desempenho da solução. Já no modelo SaaS, estas responsabilidades ficam por conta do prestador de serviços, o qual deverá prover a gestão completa de todos os elementos tecnológicos da solução libertando os usuários de inúmeras atividades que não agregam valor ao seu negócio.

Respondendo a pergunta título desta coluna, a forma como o modelo de licenciamento SaaS impacta as empresas é muito importante, pois simplifica o processo de adoção de softwares sem exigir transformações e mudanças significativas dentro das empresas. Citamos abaixo alguns pontos relevantes:

  1. No modelo de licenciamento SaaS não é necessário dimensionar infra-estrutura para instalação e manutenção de software.
  2. Expansão e redução de licenças no modelo SaaS podem ser contratadas sob demanda.
  3. Redução de custos de propriedade com a tecnologia (custos ocultos que nem sempre são contabilizados ao se adquirir um determinado software)
  4. As empresas podem testar os serviços de maneira mais fácil com pequenos investimentos, trazendo maior segurança na adoção mais ampla da solução.

Enfim, se sua empresa ainda não atentou para esta transformação em breve ela o fará, pois especialistas acreditam que o SaaS será o modelo que predominará nos próximos anos, aliás  muitos apontam que no futuro não somente o software será contratado desta maneira, mas toda infra-estrutura tecnológica.